O Council of Fashion Designers of America (CFDA), responsável direto pelo calendário da New York Fashion Week, anunciou a proibição do uso de pele animal no evento a partir das coleções de primavera, em setembro de 2026. A data para a proibição foi definida a fim de garantir tempo e espaço para que os designers se adaptem. O CFDA também irá apoiá-los durante a transição, oferecendo recursos e alternativas de materiais.
Essa decisão foi tomada em parceria com a Humane World for Animals e a Collective Fashion Justice, o que demonstra mudanças quanto à postura em assuntos sobre ética e cuidado ambiental. O CEO Steven Kolb comentou que poucas marcas ainda utilizam peles animais, porém essa oficialização simboliza o compromisso ético e ambiental da NYFW. As peles banidas são referentes a animais criados ou caçados exclusivamente com esse objetivo — alguns dos incluídos são: mink, raposa, chinchila, coelho e raccoon dog, entre outros. A única exceção será para peles obtidas por comunidades indígenas através de “práticas de caça tradicionais”. Em 2024, para a @voguemagazine, artistas indígenas defenderam o uso da pele animal: “Eles usam para luxo, mas nós, como indígenas, usamos pelos para respeitar o animal.”
Muitos designers — como Coach, Michael Kors, o grupo Prada e o grupo Armani — têm transicionado para o não uso de pele animal em suas coleções desde 2010, e a Ralph Lauren baniu o uso em 2006.



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